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21 de nov de 2017

Foto: Ian Ricardo

Quarta, 28 de outubro de 2015

Insegura.
Tudo parecia bem, estava confortavelmente sentada, ouvindo música, quando como um tapa na cara, veio o receio. O receio de ficar sozinha.
O receio de nunca encontrar alguém paciente o suficiente para aturá-la. 
“Mas ele deverá amar até os seus defeitos”, dizem os amigos. Quem dera fosse assim tão fácil, já seria raro o suficiente encontrar alguém que a amasse, encontrar alguém que ame até os seus defeitos, seria pedir demais.
Por mais que parecesse madura ou que sequer se importava com isso, ela realmente ligava.
Com seus quase vinte e um anos, ainda era a insegura de dezesseis. A que gostava de clichês, os quais muito poucos viveu. Aquela que imaginava situações ao lado de outra pessoa, mas que tinha certeza que nunca aconteceria. 
Assim, começou a escrever.
Passou a escrever aquilo que tanto ansiava, mas sabia que muito provavelmente não teria. A fase passou, e ela continuou a dizer que não se importava, que não tinha tempo, que tinha outras prioridades. E, por mais que repetisse diversas e diversas vezes, sabia que apenas se enganava.
Então, quando sozinha, ela chorava.
Pensava o que poderia ter errado com ela, perguntava-se por que todas as vezes ela tentou, não dera certo. 
Bem, talvez fosse sua culpa, ela que era complicada demais. Ela que tinha traumas demais. Ninguém era obrigado àquilo.
Porém, por mais que tentasse, por mais que desse o melhor de si, por mais que calasse, de nada adiantava.
Sendo assim, as pessoas desistiam dela. 
Não é como se pudesse culpa-las, afinal. Citando uma frase que muito saía dos lábios dela “ninguém é obrigado”.
Mexeu a cabeça e, por um tempo, decidiu deixar para lá. Sabia que, quando sozinha, tudo voltaria, mas naquele momento, ela parou de se importar.
Que os finais felizes ficassem para seus personagens.

(Por Thiarlley Valadares)




Thiarlley Valadares

Jornalista, cristã, escritora de fanfictions e péssima dançarina nas horas vagas! Apaixonada por cupcakes, viciada em leite condensado e fã de Desventuras Em Série.  Autora do blog Apenas Fugindo desde 2010 e escreve para compartilhar sentimentos, anseios, desejos e paixões.

Site: Apenas Fugindo       Facebook: Apenas Fugindo Blog     Instagram: @apenasfugindo

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17 de jan de 2017



Conheço a Thiarlley Valadares desde 2013, nossa amizade começou quando descobrimos que éramos escritores. Nossos blogs tiveram contribuição fundamental para o desenvolvimento dessa relação que se mantém forte desde todos estes anos.


Desde o começo, prometíamos fazer várias parcerias, mas nunca realizamos nenhuma dessas promessas.



Mas isso ficou no passado! 


Em 2016, finalmente cumprimos a promessa de fazer um vídeo em parceria e gravamos um bate-papo super legal sobre escrita, blogs, jornalismo e nossa amizade.

Confira a primeira parte deste nosso encontro:



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5 de out de 2016

Olá, amigos!

Nesses mais de três anos de blog, muitos textos foram publicados e alguns são muito importantes para mim, como é o caso do texto de hoje. 

Esta é uma homenagem para minha amiga Carla Thiarlley, do blog Apenas Fugindo. O texto foi originalmente publicado em 29 de janeiro de 2014 e foi um dos mais lidos do Cara do Espelho. 


Você...

Publicado originalmente em 29 de janeiro de 2014




Você que tanto me faz rir, que tanto me inspira afeto e confiança e que tanto me faz sentir especial. A vida é um eterno ciclo do qual fazemos parte caminhando supostamente para frente e nessa jornada, como dizem, muitas coisas acontecem e pessoas surgem e pessoas se vão. Uma dinâmica constante. E você foi uma pessoa que veio, e veio para ficar, talvez não por perto, mas dentro de mim.

Permitam-me aqui fugir de minha discrição habitual e envolver-me profundamente no que digo. Lembro-me vagamente das primeiras vezes que te vi, pois eu ainda estava usando uma venda de preconceitos e acomodações e nessa cegueira descartei qualquer forma de aproximação. Ah como eu estava errado! Naquela época, eu ainda estava aprendendo sobre quem eu era, como me fazia parecer e como eu era percebido. Estava fechado. Passado este tempo, abri os olhos e mirei novos horizonte e novas pessoas. E você estava bem na minha frente.

Aos poucos e sorrateiramente, fui tentando te captar, descobrir o que havia a sua volta. O descobrir nestas situações não traz algo concreto ao descobridor, mas sim uma mudança por dentro e foi assim que você entrou em minha vida: numa mudança de postura perante a vida. Não demorou para que visse muito de mim em você, temos muitas coisas em comum e isso garantiu o surgimento de uma bela amizade. 

Vi que você tem pressa. Pressa de viver, pressa de voar. Talvez sua ansiedade acabe te deixando frustada, pois nem todo mundo entra no seu ritmo e é bem frustante achar e sentir que só você se importa com algo. Alguns podem ver isso como algum tipo de egoísmo, podem até pensar que você quer fazer tudo do seu jeito e imediatamente. Mas eu sei que não, sinto apenas que você se cobra demais, de tudo e o tempo inteiro. Acho que deve ser algo relacionado ao seu senso de justiça, que acaba exigindo que os outros também sejam justos.

Falando assim, pode parecer um tanto paranoica, mas é a pessoa mais meiga e dócil que já tive a oportunidade de conhecer. Dona de um sorriso lindo e enorme e uma gargalhada que vem do nada e te conquista. Ela é tão sorridente que sorri com os olhos. Tem alma de criança, tanto que muitas vezes sinto que é uma menininha travessa que anda meio apavorada com o tal mundo dos adultos. Multitalentosa, talvez precise ainda jogar um de seus livros na fortaleza de cristal que sua timidez criou para assim poder mostrar ao mundo tudo o que ela é capaz. 

Poderia escrever mil páginas sobre você e ainda assim teria mais mil à frente. Mas, por hora, fica aqui meu pensamento e minha homenagem.


Abraços!
Do seu amigo
Cara do Espelho

Sobre a foto: Falávamos sobre um colega escritor quando eu perguntei: 
- Ele é do tipo que termina os textos que começa a escrever? 
- Sim - ela respondeu.
- Aff, piores pessoas!




Acesse o blog da Thiarlley: http://www.apenasfugindo.com/
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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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