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25 de jun de 2018

Limpando o excesso de passado | Reflexão




De tempos em tempos, eu tiro uma tarde ou uma noite livre para reorganizar minhas coisas. Dia desses, eu estava limpando meu quarto quando me deparei com uma pasta cheia de papéis de quatro e cinco anos atrás. Aquelas eram lembranças dos tempos de colégio, com provas, trabalhos, cartas de amigos e os meus primeiros textos. Também tinha outras coisas como panfletos que recebo na rua, apostilas da faculdade, pautas do trabalho e rascunhos e anotações para textos. 

A grande maioria daquilo tudo era só lixo acumulando poeira, não me acrescentava mais em nada. No fim das contas, fiz uma pilha de itens desnecessários que acumulei. Mesmo que eu quisesse, eu nunca usaria a grande maioria daquilo que guardei. Elas só estavam lá ocupando espaço e acumulando sujeira. Tive que reconhecer para mim mesmo que eu tenho essa mania de guardar esse tipo de coisa: o passado.

Ora, de vez em quando, lembrar do que aconteceu é saudável, afinal tudo é aprendizado. No entanto, guardar o que passou no coração e dar-lhe tanto espaço é bobagem. O passado é o presente que já manuseamos, já foi nosso e agora não é mais. Por isso, deve ficar onde está, pois se apegar ao passado é uma armadilha que nos impede de seguir em frente.

Sentado diante daquele monte de lixo, comecei a pensar sobre como eu acumulo as coisas, não apenas objetos, mas também todo tipo de lembranças, emoções e sentimentos. Coisas que eu não consigo deixar para trás e carrego, sem perceber, nas costas até ficar exausto e decidir fazer outra faxina. 

Eu tenho certa dificuldade em externalizar meus sentimentos, os bons e os ruins, e isso me faz mal. A escrita é uma via de escape e me ajuda a descarregar os excessos que causam tensão, mas ela não é o bastante e continuo acumulando coisas que não me fazem bem. Por isso, eu estou me policiando para não guardar papéis desnecessários nem prender sentimentos. 


Quotes de reflexão do Cara do Espelho


Já percebi que é complicado para quem não tem esse hábito, mas é libertador. O sentimento bom, quando externalizado, faz um bem sem tamanho e o ruim, descarrega toda tensão. Dessa forma, tenho praticado o exercício de guardar o que preciso e me livrar do que não acrescenta e faz mal. 


Fiz um vídeo falando sobre isso, que tal dar uma conferida? 




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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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