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21 de fevereiro de 2018


O fracasso mexe com nosso ego, pois significa que algo falhou. É algo que dói e digo isso porque, há poucos meses, vi muita coisa dar errado em minha vida. Atividades que antes me satisfaziam, deixaram de ser prazerosas e se tornaram cansativas, enfadonhas e deprimentes. E foi nesse cenário que tive que aprender a lidar com o fracasso.

Eu estava deprimido, estressado e ansioso. A frustração se misturou a um sentimento de incapacidade e inferioridade. Me arrastava em um emprego que não me fazia feliz, dentro de uma rotina cansativa e improdutiva. E se você acha que depois de tantos desacertos as coisas simplesmente começaram a melhorar, se enganou. As coisas conseguiram ficar ainda piores.

Mas chegou um momento que eu cansei. Cansei de trabalhar com o que eu não gostava. Cansei de abandonara escrita por preguiça ou medo de não aceitação. Cansei de me colocar como vítima e fiz um esforço para deixar de resmungar e tomar uma atitude racional.

Nessa fase, tive que tomar decisões que procrastinava há meses. Mudei de emprego, estou mudando minha rotina e aprendendo a fazer coisas que antes acreditava que não conseguiria. Como toda mudança, foi um momento de instabilidades, insegurança e medo. Mas, acima de tudo, foi um momento de aprendizado profundo sobre quem eu sou, onde estou, com quem estou e onde quero chegar.

Enquanto o furacão passava, escrevi uma crônica que está em meu blog chamada “O lado bom do caos”. Ela simbolizou essa mudança, foi quando me obriguei a enxergar que as dificuldades fazem parte da vida de qualquer pessoa e que fracassar é normal.

O importante mesmo é o que a gente faz com esse fracasso.


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Entendi que cabe a mim decidir se o caos e o fracasso vão me destruir ou serão uma oportunidade de me reinventar, superar e crescer. Os sonhos são possíveis quando acreditamos e lutamos por eles. Por isso, sempre temos que lembrar que as tempestades passam e as nuvens se dissipam. É por isso que não podemos deixar o desespero nos dominar e o medo nos paralisar. A vida pode não estar sendo fácil e tudo estar fora de controle, mas não é fim do mundo, talvez você só precise descansar, avaliar a si mesmo e recomeçar.

O primeiro passo é acreditar!
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22 de janeiro de 2018





Ao longo dos anos, venho conhecendo diversas pessoas por meio do blog, pessoas que lêem, se identificam com algum trecho, que concordam ou não, etc. Pessoas diferentes, distantes fisicamente e até mesmo socialmente, mas a maioria aparecia com algo em comum: a dor da perda. O “deixar ir” era o maior desafio naquele momento.

Temos uma tendência a idealizar a vida, a esperar demais e nos apegar demais às pessoas, locais ou momentos. No entanto, tudo é passageiro. Há coisas que duram muito tempo, outras nem tanto. Aprendemos a conquistar e a vencer, mas nem sempre estamos prontos para derrota.

Lembro que alguns daqueles leitores reclamavam de quase tudo o que viveram e viviam ao lado de seus parceiros, a maioria eram relacionamentos falidos, desgastados por brigas, orgulho e ciúmes, alguns até mesmo por abuso. Faziam questão de mostrar porque eram infelizes. No entanto, mesmo com tantos motivos, ainda era muito difícil reconhecer que o ponto final talvez fosse a melhor solução.

Um leitor uma vez comentou sobre um texto meu e disse que sentia que era hora de dar um basta na relação que vivia na época. Dizia-se cansado de sofrer e de viver tantas instabilidades pelas incertezas da outra pessoa. Ele já sabia que não valia a pena sofrer nem se desgastar tentando fazer a relação voltar a ser como era no início. Esse leitor se tornou um grande amigo e o vi escrever seu ponto final discreta, calma e decididamente. Ainda assim, não foi um processo fácil, como pude acompanhar.

Muitas vezes, os parágrafos finais de uma história já foram escritos, mas falta coragem para colocar o último ponto. Decidir talvez seja a parte mais difícil, pois o que vem depois é libertador. Deixar a pessoa ir é uma grande prova de amor ao outro e a si mesmo, afinal sofrer não vai fazer bem a nenhum dos dois.

Dalai Lama escreveu sobre quando estamos envolvidos demais com qualquer sentimento, seja amor ou ódio, e que temos que olhar para dentro e questionar: “o que é afeto? E o que é apego? Qual a natureza da raiva?”. As respostas estão dentro de nós e nos cabe entender até onde vai o afeto e começa o apego.

Do que você precisa desapegar?



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Desapegar no sentido de saber que estamos todos de passagem e que ninguém pertence a ninguém. Saber que as coisas nem sempre saem como queremos. Perdoar os erros do outro. Reconhecer os próprios erros. Perdoar a si mesmo. Deixar ir. Tudo é decisão.

Esse texto é mais um lembrete a mim e aos meus leitores de mais tempo de que crescemos com tudo que passamos. E constatamos que, como dizem, segurar a corda machuca mais do que deixar ir.
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16 de janeiro de 2018


Era véspera de páscoa quando achei uma foto interessante no Pinterest, salvei e publiquei no perfil do Instagram do Cara do Espelho. Tratava-se de uma dessas pichações poéticas. Nem a foto, nem a frase eram minhas, mas aquela publicação viralizou e ganhou quase 400 curtidas, um número expressivo para um perfil que não tinha mais que 300 seguidores e as publicações não passavam de 20 likes

Confesso, me senti incomodado com o fato de um conteúdo alheio ter viralizado. Porém, aproveitei a oportunidade para divulgar mais meu o trabalho, investi em publicações parecidas e produzi as minhas nos mesmos moldes. Em três meses, consegui mais de 400 seguidores, alguns até famosos. Foi gratificante ver o crescimento fruto do meu esforço, mas acabei perdendo o fôlego.

De repente, os meus conteúdos autorais não tinham tanto alcance e comecei a me comparar com outros blogs literários e essa comparação me despertou sentimentos ruins de inferioridade. E isso tomou conta de mim em relação às outras redes sociais, incluindo nos perfis pessoais. Eu via a felicidade, agitação, beleza e perfeição em todas as publicações nos feeds e stories e me sentia pequeno e desnecessário perto de tudo aquilo. 


A imagem nos afeta

Reprodução: Netflix

Já experimentei outros afastamentos das redes por estar saturado desse mundinho, mas nunca por me sentir inadequado. Quando me dei conta do que estava acontecendo, lembrei de um texto que li no blog Coisas de Carol, da minha amiga Carol Matias, que fez uma reflexão sobre como nos afetamos pela imagem nas redes sociais. Ela escreveu isso em setembro e, na época, não me dei conta que começava a viver aquilo. 

No texto, Carol falou sobre como foi estar numa rede social e não se sentir confortável em ser ela própria, por ter receio de não estar à altura do que é publicado lá. “Eu me sentia e sinto estranha por que, caramba, todo mundo é tão lindo, tão inspirado, tão legal no Instagram, vida maravilhosa e eu não consigo nem postar uma selfie com uma legenda legal uma vez ou outra. Isso me fazia/faz um mal danado”, escreveu.

Esse trecho me pegou! Há alguns anos, minhas redes estavam cheias de fotos minhas, textos autorais e reflexões. Eu fazia isso porque me fazia feliz compartilhar momentos pessoais e ainda divulgar minha produção artística. Com a faculdade e trabalho, diminui a quantidade. Só que, de uns meses para cá, fui tomado pela mesma sensação descrita por Carol, tanto para minhas fotos quanto para meus textos. 

E foi pesquisando sobre assessoria de comunicação, que encontrei um vídeo que veio a calhar com essa reflexão. A jornalista e coaching de imagem e reputação, Nathana Lacerda, publicou um vídeo em seu canal comentando sobre o dia em que ela decidiu postar uma foto de cara limpa – largada mesmo –, logo depois de ver aquela enxurrada de fotos perfeitas do Instagram. Sua intenção foi mostrar que não há motivos para ter vergonha da sua realidade só porque ela é diferente das outras pessoas. 


Não devemos comparar nossas vidas com a dos outros


Já escrevi sobre comparações na vida profissional e, agora, percebo que a raiz do problema é a mesma nesse caso. Ao comparar e julgar minha vida e meu conteúdo como ruim ou irrelevante, deixo-me tomar por um sentimento de inferioridade paralisante. No entanto, não há motivos para isso, pois eu já sei que todos somos diferentes e vivemos contextos diversos.


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Não posso pautar minha vida de acordo com o que os outros vão ou não pensar de mim, muito menos querer imitar esses padrões de beleza e comportamento. Preciso ser eu mesmo. E se, por acaso, eu não me sentir confortável em ser quem eu sou, já sei que há algo que preciso resolver e uma lição a aprender.

Como disse a Carol Matias, em sua reflexão: “a partir de hoje terão fotos feias sim, terão fotos espontâneas sim, terão fotos que contem histórias e momentos sim”. 

Nada mais justo, pois somos humanos, somos diferentes, somos muitos e, ao mesmo tempo, somos únicos. Temos fases de alta e também de baixa. Então, vamos ser reais onde quer que estivermos, na rede social ou na vida. Até por que ninguém gosta de fakes, né? 

Leia a crônica da Carol aqui: http://bit.ly/reflexãoCarolMatias

Assista ao vídeo da Nathana: 







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4 de dezembro de 2017

Na foto: "Bette" Davis (1908-1989), uma atriz estadunidense de cinema, televisão e teatro conhecida por interpretar personagens antipáticas, maldosas e problemáticas.

Cresci ouvindo as pessoas falando que tinham ranço de alguma coisa, na longínqua Simão Dias. Graças a Deus, a expressão pegou e hoje em dia todo mundo diz que “pegou ranço” de algo. O significado da palavra tem relação ao mau cheiro, seja de decomposição, mofo ou de ambientes abafados. No sentido figurado, o vocábulo vai além e, atualmente, também é sinônimo de repulsa e desprezo.

Parei para pensar sobre essa palavrinha, porque tive uma conversa com uma amiga sobre como o ranço definia muito o que sentíamos por certas pessoas, situações e lugares. Para terceiros, o papo poderia até soar arrogante e presunçoso, mas, para nós, revelou que um momento de transição está em curso. 

Algumas dessas coisas pelas quais nutrimos tal repulsa foi, em outras épocas, parte importante de nossas vidas. Eram pessoas e coisas que realmente gostávamos de ter por perto, pois nos faziam bem, nos divertiam, nos acalmavam, estimulavam ou mesmo ficavam inertes. Só que, em algum momento, a coisa mudou e deixaram de ser agradáveis. 
Mas como isso foi acontecer?

Fazendo um retrospecto – essa época do ano é perfeita para isso –, percebi que, em alguns casos, desentendimentos e brigas foram a causa da ruptura e afastamento. Em outros, a coisa foi silenciosa, pois se deu com o tempo e com pequenas atitudes que resultaram em um distanciamento definitivo. O curioso é que percebi que, nesses casos, não se tratava necessariamente de repulsa ou desprezo por essas pessoas e/ou momentos, mas, sim, um rearranjo das coisas. 





O tempo passou, os cenários mudaram e as prioridades são outras. Certas coisas não cabem mais em minha vida, pois não há mais espaço na minha estante de prioridades. Não que tenham se tornado ruins, é que simplesmente não fazem mais sentido para mim. Tiveram um significado importante no passado e podem até voltar a ter no futuro, mas no presente, não me cabem mais. 

Dessa conversa com minha amiga, percebi que o que temos chamado de ranço, são só as nossas prioridades mudando com o passar do tempo. 


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21 de novembro de 2017

Foto: Ian Ricardo

Quarta, 28 de outubro de 2015

Insegura.
Tudo parecia bem, estava confortavelmente sentada, ouvindo música, quando como um tapa na cara, veio o receio. O receio de ficar sozinha.
O receio de nunca encontrar alguém paciente o suficiente para aturá-la. 
“Mas ele deverá amar até os seus defeitos”, dizem os amigos. Quem dera fosse assim tão fácil, já seria raro o suficiente encontrar alguém que a amasse, encontrar alguém que ame até os seus defeitos, seria pedir demais.
Por mais que parecesse madura ou que sequer se importava com isso, ela realmente ligava.
Com seus quase vinte e um anos, ainda era a insegura de dezesseis. A que gostava de clichês, os quais muito poucos viveu. Aquela que imaginava situações ao lado de outra pessoa, mas que tinha certeza que nunca aconteceria. 
Assim, começou a escrever.
Passou a escrever aquilo que tanto ansiava, mas sabia que muito provavelmente não teria. A fase passou, e ela continuou a dizer que não se importava, que não tinha tempo, que tinha outras prioridades. E, por mais que repetisse diversas e diversas vezes, sabia que apenas se enganava.
Então, quando sozinha, ela chorava.
Pensava o que poderia ter errado com ela, perguntava-se por que todas as vezes ela tentou, não dera certo. 
Bem, talvez fosse sua culpa, ela que era complicada demais. Ela que tinha traumas demais. Ninguém era obrigado àquilo.
Porém, por mais que tentasse, por mais que desse o melhor de si, por mais que calasse, de nada adiantava.
Sendo assim, as pessoas desistiam dela. 
Não é como se pudesse culpa-las, afinal. Citando uma frase que muito saía dos lábios dela “ninguém é obrigado”.
Mexeu a cabeça e, por um tempo, decidiu deixar para lá. Sabia que, quando sozinha, tudo voltaria, mas naquele momento, ela parou de se importar.
Que os finais felizes ficassem para seus personagens.

(Por Thiarlley Valadares)




Thiarlley Valadares

Jornalista, cristã, escritora de fanfictions e péssima dançarina nas horas vagas! Apaixonada por cupcakes, viciada em leite condensado e fã de Desventuras Em Série.  Autora do blog Apenas Fugindo desde 2010 e escreve para compartilhar sentimentos, anseios, desejos e paixões.

Site: Apenas Fugindo       Facebook: Apenas Fugindo Blog     Instagram: @apenasfugindo

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7 de novembro de 2017


Hey, vai devagar
Já passei do tudo ou nada
Diga-me alguma coisa
Não se trata de sim ou não
Eu não sei se estou agindo certo
Você não entenderia

Talvez eu esteja confortável demais aqui
Experimentando uma paz que jamais havia sentido
Eu não vou pular do penhasco
Eu gosto do vento daqui de cima
Pode não parecer certo
Mas isso me faz bem

Isso é um processo
E só estou deixando estar
Estou tentando me adaptar
Não vou avançar antes de estar certo
Não há paz nos extremos
Estou bem aqui em cima
Não queira me deixar pra baixo

A loucura é saborosa
Mas é muito solitária
A coisa flui positivamente
Quando ninguém me pressiona
Vou deixar minhas cicatrizes ao sol
Adoçar o amargor das lembranças
Eu já estive lá em baixo
Eu gosto do vento daqui de cima


Diogo Souza, 24 de julho de 2016. 
Aracaju-SE


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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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