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5 de jun de 2018



Lembra das fábulas que nos contavam na infância? Elas são narrativas curtas, geralmente com animais como personagens e de teor educativo. Sua principal característica é apresentar uma “moral da história” que nos faz refletir e nos ensina lições.

Tenho estudado sobre espiritualidade e crescimento pessoal e, lendo textos de ambas as áreas, percebi que, de certa forma, a vida se parece com as fábulas. As coisas acontecem e, no fim, há uma lição a ser aprendida. Mas será que conseguimos perceber essas lições?

Esse é o ponto. Tudo o que acontece em nossas vidas tem um porquê, mesmo quando são coisas ruins. No entanto, nem sempre pensamos em todos esses“porquês”para extrair aprendizado deles. 

Eu só comecei a pensar nisso há menos de dois anos quando várias coisas aconteceram comigo e pareciam se repetir de tempos em tempos. Eu não conseguia entender porque tanta “maldade da vida” comigo. Até que, primeiro, tomei baque quando aprendi que muito do meu sofrimento era resultado das expectativas que criava em relação às pessoas, aos projetos e situações. Foi quando escrevi o texto “A ilusão cria a dor”. 

Mais recentemente, durante mais um momento de turbulência na vida profissional e acadêmica, tive que me condicionar a pensar de forma positiva e não me permitir ficar mal e me entregar. Extrair o lado bom do caos.


Vivendo e aprendendo...


Viver é sinônimo de aprender. E se aprende estudando, ouvindo, observando, praticando, criando, errando, sofrendo... enfim, aprende-se VIVENDO. Ou seja, quando vivemos coisas boas, podemos extrair algo disso e, da mesma forma, quando enfrentamos dificuldades, também podemos aprender com elas.

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Costumo ouvir amigos pedindo conselhos nos momentos difíceis e sempre digo a mesma coisa: pelo menos você pode aprender algo isso. Lembro daquela frase que diz que nada é em vão e que, se não for uma benção, é uma lição. E esse é o segredo, é assumir para si a responsabilidade da própria felicidade e procurar entender o que aconteceu, sem jogar a culpa no outro, no emprego, no horóscopo, na vida, etc. 

Você acha que aprende com as lições que a vida te dá? Você tem reconhecido seus acertos e pontos fortes? E suas falhas e fraquezas? Você consegue reconhecer o que é ou não sua culpa? 

Não existe uma fórmula, não existe um padrão. A vida é um mestre que aplica as lições e cabe a nós, os alunos, compreendê-las e aprender algo novo. 

Aprendamos!

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29 de mai de 2018

Foto: Michaelle Santiago

Era véspera de Carnaval e eu estava num restaurante no meio de uma confraternização, quando uma moça recém-chegada ao grupo ficou horrorizada ao saber que eu não bebo. Assim que confirmou comigo, ela me olhou espantada e disse que eu era uma pessoa triste,  que não sabia me divertir e não tinha histórias para contar. No momento, pensei em dizer mil coisas (algumas indelicadas, confesso), mas me restringi a dizer que escrevo a história a minha própria maneira e o assunto morreu quando, do nada, para minha alegria ou tristeza, ela começou a cantar um desses refrões sertanejos. 

As horas passaram e, já em casa, fiquei pensando sobre aquilo. Certamente, não foi uma conversa muito longa, tampouco produtiva, mas foi o bastante para que eu fosse taxado de infeliz. E isso me preocupou, não o fato de alguém pensar que sou infeliz, mas, sim, perceber que o álcool é considerado um combustível ou, até mesmo, uma fonte para a felicidade. 

Não condeno o consumo de bebidas alcoólicas, mas acredito que é uma ideia perigosa a de que a felicidade depende de álcool ou de qualquer outra substância química. Fico incomodado quando vejo alguém pregando esse tipo de coisa sem, ao menos, calcular o impacto dessa ideia e passei um bom tempo refletindo sobre o assunto.

Estar sóbrio é sinônimo de infelicidade? Aliás, estar sóbrio e de bem consigo mesmo, é estar infeliz? Ou se sentir feliz e confortável somente com alguma quantidade de álcool correndo no sangue é a verdadeira felicidade? Dar "PT" é a única forma de ter história para contar? 

Sim, é verdade que o álcool libera substâncias que promovem o bem-estar, desperta boas sensações, mas é momentâneo. Eu já tive meus momentos alcoolizados e, definitivamente, não é tipo de história da qual eu tenha orgulho de lembrar, muito menos contar. Em outras épocas, já me fiz acreditar que escrevia mais e melhor sob efeito de vinho. E, por levar esse pensamento a sério, sem a bebida, não conseguia escrever e me sentia incapaz. Parei porque aquilo não fazia sentido para mim. Uma decisão pessoal, devidamente pensada.

Se é preciso álcool para "se libertar", só está mudando sua prisão. É como namorar alguém somente para não estar sozinho. Sabe aquela velha história de que se você não é uma boa companhia para si mesmo, ninguém mais será? Então, basicamente é isso: se você não se aguenta sóbrio, não é todo mundo que vai te aguentar ébrio. Além do mais, e depois que o efeito da bebida passa, o que resta? 


Quote Reflexão - Cara do Espelho

Não julgo se aquela moça é, ou não, feliz (embora, parecesse extremamente animada), não cabe a mim. Como também não cabe a ela, ou a quem quer que seja, julgar o que eu faço e o que deixo de fazer com meu corpo e minhas ações.

Usar o álcool como remédio ou refúgio para o que quer que seja é um caminho perigoso que prefiro não trilhar. Acho que vale a pena refletir sobre a origem dessas “necessidades”, afinal os excessos sempre escondem alguma ausência mais profunda. É importante pensar e entender nossas escolhas e atitudes para não deixar a vida passar batido.


P.S.: A dependência de álcool (alcoolismo) é considerada uma doença crônica e multifatorial pela Organização Mundial da Saúde (OMS); isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso do álcool, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. Saiba mais: http://www.cisa.org.br/artigo/4010/-que-alcoolismo.php
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28 de abr de 2018

Achados:

A internet nos abre um mar de possiblidades e, vira e mexe, descobrimos algo maravilhoso nela. Na tag "achados", compartilho com vocês algumas das coisas que encontrei na web. 


Vivemos a era do streaming e do consumo de mídia sob demanda. Particularmente, já não consigo me readaptar ao hábito de sentar em frente à TV e acompanhar uma transmissão, seja ela ao vivo ou gravada.

Plataformas como a Netflix, o Spotify e o próprio Youtube são as que mais utilizo e me permitem consumir conteúdo sob demanda. Isso quer dizer que tenho acesso aos conteúdos onde quando eu quiser.

Há pouco tempo, encontrei um link que me levou a um site de streaming totalmente gratuito. Trata-se da Libreflix, uma plataforma brasileira aberta e colaborativa que reúne produções audiovisuais independentes, como filmes de longa, média e curta metragem, séries e também documentários. As produções são de livre exibição e despertam reflexões.

A ferramenta não é apenas uma ótima oportunidade para quem consome, mas também para quem produz conteúdo, pois qualquer pessoa pode adicionar uma produção ao catálogo da Libreflix.



Acesse a Libreflix: https://libreflix.org/


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4 de abr de 2018




É inegável que há fases na vida em que as coisas parecem desandar, tudo fica mais complicado, os imprevistos surgem, os entraves aparecem, alguém apronta alguma coisa conosco... Só de listar, já fico suado. Mas, por pior que seja, essa é uma característica da vida. As coisas não são fáceis mesmo e, ainda por cima, sempre tem alguém para tornar pior. 

Então, se você esbarrou num problema e as coisas não estão muito bem, sente, respire fundo e se permita sentir o que o coração mandar naquele momento. Sofrer é permitido e ficar para baixo também, mas não para sempre.

Há um tempo, enfrentei situações muito ruins devido a uma pessoa tóxica. Foram semanas de assédio moral, chantagens emocionais, descrença e desdém. A princípio, aquilo me pegou desprevenido e o choque me deixou deprimido. Sofrer injustiças é sempre terrível para qualquer pessoa e isso me causou muita dor e revolta. 


Pensei em reagir de diversas maneiras, pensei até em revidar na mesma moeda, entrar no jogo e devolver toda a toxidade que estava recebendo. No entanto, refleti um pouco mais e fiz o que costumo fazer: me dar um tempo. Esse dar um tempo consiste em me desligar um pouco, me afastar do caos e me reaproximar do meu eu. É um processo de reconexão, quase como recarregar as energias.

E, apesar de toda a ansiedade e ira que me acometem nessas horas, aprendi que é necessário parar e pensar. Sair do campo aberto de batalha, ir para a trincheira, procurar abrigo e refazer a estratégia. Costumo dizer que o silêncio tem sido meu amigo há anos e é justamente por isso. No caos, supero os ímpetos de revidar e silencio para buscar uma solução.

Foque na solução, não no problema

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Sonho, coragem, inspiração e harmonia


É essencial não focar apenas no problema e, por isso, me obrigo a buscar soluções diferentes e criativas. Problemas são obstáculos que precisam ser superados, são degraus que precisam ser subidos para se alcançar um novo patamar. 



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Nesse processo, para cada coisa ruim que me acontece, procuro fazer outras duas boas. Seja uma atividade prazerosa, um passeio, uma boa leitura, uma nova ideia para um projeto, um novo sonho, etc. Há sempre infinitas possibilidades e todas elas dependem de nossas escolhas, de como agimos e reagimos diante da vida. 

As respostas para nossos problemas estão dentro de nós, basta saber procurar com paciência e humildade. Não é fácil, como nada é na vida, mas nos ajuda a superar as dificuldades e expandir nossas possibilidades. 

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25 de fev de 2018




Há um tempo, tirei uma manhã de domingo para acompanhar minha amiga Michele no shopping. Só iríamos resolver uma coisa rápida numa das lojas e depois iríamos embora. Até a loja abrir, ficamos conversando e passeando pelo shopping quase deserto. Fomos à praça de alimentação e, enquanto comprávamos um milk shake, alguém tocou o ombro de Michele e ouvimos uma voz doce e trêmula falar:

- Uns com tanto e eu quase pelada.

Olhamos para trás de imediato em busca da dona daquela voz. A princípio, não entendemos de onde ela veio e, muito menos, do que ela estava falando. Só depois, observando melhor, vimos que era uma senhora de idade avançada, com alguns curativos na pele frágil e cheia de manchas e o cabelo muito falhado. Só aí entendemos que ela falava dos cabelos de minha amiga.

Michele é dona de um cabelo afro poderoso que chama atenção pela beleza e pelo volume. Quando cumprimentamos aquela senhorinha, sentimos aquela coisa boa quando conhecemos alguém do bem. Ela nos transmitiu uma energia tão boa que ficamos encantados na mesma hora. Sem exageros, ficamos sem reação, até mesmo para conversar um pouco mais com ela.

Eu e Michele ficamos impressionados com sua simpatia e graça. Ela nos desejou bênçãos e saiu. Algumas horas mais tarde, ainda no shopping, estávamos caminhando quando a reencontramos e, mais uma vez, ficamos sem reação, encantados com sua simplicidade e alegria. 



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Muito festiva, pegou em nossas mãos amavelmente e pude sentir como sua pele era delicada. Ela recordou um ditado que costumava ouvir quando morava no Rio de Janeiro.

- Pessoas com a energia boa se atraem – disse com um grande sorriso no rosto.

Ela disse que nada era por acaso e que nossa energia, a de Michele e eu, a atraiu até nós. Ela era aquele tipo de pessoa fofa e nos marcou com sua simplicidade e humildade.

Conversando mais tarde com Michele, refletimos o quanto aquele encontro iluminou nosso domingo. Pode até parecer bobagem, mas aquela senhorinha com o cabelo falhado nos deu um lembrete da importância de cuidar da nossa energia, pois atraímos o mesmo que transmitimos. Semelhante atrai semelhante.

Sou grato a ela e à vida por mais esse aprendizado.



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21 de fev de 2018


O fracasso mexe com nosso ego, pois significa que algo falhou. É algo que dói e digo isso porque, há poucos meses, vi muita coisa dar errado em minha vida. Atividades que antes me satisfaziam, deixaram de ser prazerosas e se tornaram cansativas, enfadonhas e deprimentes. E foi nesse cenário que tive que aprender a lidar com o fracasso.

Eu estava deprimido, estressado e ansioso. A frustração se misturou a um sentimento de incapacidade e inferioridade. Me arrastava em um emprego que não me fazia feliz, dentro de uma rotina cansativa e improdutiva. E se você acha que depois de tantos desacertos as coisas simplesmente começaram a melhorar, se enganou. As coisas conseguiram ficar ainda piores.

Mas chegou um momento que eu cansei. Cansei de trabalhar com o que eu não gostava. Cansei de abandonara escrita por preguiça ou medo de não aceitação. Cansei de me colocar como vítima e fiz um esforço para deixar de resmungar e tomar uma atitude racional.

Nessa fase, tive que tomar decisões que procrastinava há meses. Mudei de emprego, estou mudando minha rotina e aprendendo a fazer coisas que antes acreditava que não conseguiria. Como toda mudança, foi um momento de instabilidades, insegurança e medo. Mas, acima de tudo, foi um momento de aprendizado profundo sobre quem eu sou, onde estou, com quem estou e onde quero chegar.

Enquanto o furacão passava, escrevi uma crônica que está em meu blog chamada “O lado bom do caos”. Ela simbolizou essa mudança, foi quando me obriguei a enxergar que as dificuldades fazem parte da vida de qualquer pessoa e que fracassar é normal.

O importante mesmo é o que a gente faz com esse fracasso.


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Entendi que cabe a mim decidir se o caos e o fracasso vão me destruir ou serão uma oportunidade de me reinventar, superar e crescer. Os sonhos são possíveis quando acreditamos e lutamos por eles. Por isso, sempre temos que lembrar que as tempestades passam e as nuvens se dissipam. É por isso que não podemos deixar o desespero nos dominar e o medo nos paralisar. A vida pode não estar sendo fácil e tudo estar fora de controle, mas não é fim do mundo, talvez você só precise descansar, avaliar a si mesmo e recomeçar.

O primeiro passo é acreditar!
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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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