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7 de out de 2019

Manhã, Nascer, Mulher, Silhueta, Luz Solar, Paisagem

Um dos mais sentimentos mais bonitos é a gratidão. É se sentir honrado com as coisas boas e até mesmo com as ruins, pois tudo que acontece tem um significado e uma lição a ser aprendida. Ser grato é dar valor ao que conquistou, às pessoas a sua volta, os lugares, etc. É se sentir completo e ao mesmo tempo se estar aberto para o novo. 

Pratique mais a gratidão!





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1 de set de 2019

Diogo Souza escreveu conto incluído na duologia Toda Forma de Amor, da Cartola Editora


O escritor e jornalista sergipano Diogo Souza teve um texto selecionado para fazer parte de uma coletânea LGBTQI+. ‘Toda Forma de Amor’ foi produzida pela Cartola Editora e organizada pela escritora Edilaine Cagliari, em dois volumes. A obra estará disponível nas versões digitais e impressas, graças à uma campanha de financiamento coletivo. O projeto visa dar espaço para escritores iniciantes no mercado literário nacional
“A ideia original era fazer apenas um volume, mas recebemos tantas histórias bacanas que decidimos lançar a antologia em dois volumes. Inicialmente, a coletânea seria disponibilizada apenas em e-book. Criamos então este financiamento coletivo para possibilitar o lançamento dos livros físicos”, explicou a Edilaine.
Diogo tem apenas 24 anos, atua como assessor de comunicação e é autor do blog Cara do Espelho. O conto enviado para a seleção, foi escrito em 2015 e estava até então esquecido pelo escritor.  ‘Seis Anos Inteiros’ narra o reencontro de um casal gay em constantes crises.
“Soube da coletânea por acaso e decidi enviar este que foi meu primeiro conteúdo com personagens LGBTQs. O texto estava ‘esquecido’ em meus arquivos há tanto tempo que decidi dar uma chance a ele. Quando recebi a informação de que tinha sido selecionado, fiquei muito surpreso e feliz”, revelou o escritor.
'Toda forma de Amor' estará disponível no site da editora, mas você pode contribuir com o financiamento coletivo do projeto. 
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26 de jul de 2019

frase do cara do espelho sobre relacionamentos abusivos, Diogo Souza jornalista e escritor

 No ano passado, realizei um projeto jornalístico literário sobre relacionamentos abusivos. Foi uma experiência muito rica que mexeu comigo e logo trarei novidades sobre isso.

Entrevistando vítimas que saíram de relacionamentos abusivos e depois especialistas nas áreas do direito e da psicologia, conheci o conceito de ciclo da violência e rede de proteção.

Ciclo de violência de um relacionamento abusivo ocorre em três fases: tensão, agressão, reconciliação. A medida em se fecha, o ciclo torna-se cada vez mais rápido e agressivo.

Nem toda pessoa presa neste ciclo tem ciência de que está numa relação abusiva devido à baixa autoestima e a maioria não fala ou denuncia por medo de represálias ou abandono. Muitas vezes o agressor é tido como uma pessoa de bem, acima de qualquer suspeitas.

Quando perguntei às minhas entrevistadas especialistas, uma juíza e uma psicóloga, sobre como é possível quebrar este ciclo da violência, suas respostas foram unanimes: a vítima precisa ter uma rede de proteção e acolhimento. Começa pela família, os amigos, vizinhos, etc., pessoas em quem ela pode confiar para se abrir, sem ser descredibilizada ou julgada, o que seria mais uma agressão.

Depois, a rede se estende ao Estado, num trabalho Intersetorial com pastas como saúde, segurança, educação e assistência.

O tema é complexo e um post aqui não é suficiente para explicar tudo. Mas e se a gente puder ser a rede de proteção e acolhimento das nossas amigas que podem estar passando por esse tormento agora mesmo? Esteja atento aos sinais, saiba ouvir sem julgar.

📲 Conheça alguns perfis sobre o assunto: @maselenuncamebateu@vaisozinhaa .
📞 A Central de Atendimento à Mulher 180 é um serviço gratuito e oferece atendimento para registros de denúncias, orientações para vítimas de violência e informações. O CVV – Centro de Valorização da Vida 188 realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Procure ajuda! Ofereça ajuda! 


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9 de jul de 2018


A noite estava quente e úmida, a lua estava cheia e enorme no céu. Eu estava num bar com alguns amigos, alguém ria alto numa das mesas na calçada, meus colegas falavam, comiam e bebiam sem parar. Eu estava um pouco entediado em meio àquilo tudo, nunca gostei de grupos com mais de quatro pessoas, pois eu tenho um talento de me isolar neles e ficar sobrando. Minha participação na conversa se resumia apenas em leves e significativas levantadas de sobrancelhas e alguns sorrisos sem dentes e um vasto vocabulário repleto de “hum”, “hunrum”, “han”, “sei...” e coisas do tipo. 

Na verdade, eu já estava começando a ficar tonto e para baixo por causa da bebida e aquele papo todo sobre política – ou sobre a novela das nove, eu não tenho certeza – me deixava enjoado. Eu olhava qualquer ponto na rua e meu pensamento partia para vários lugares: ruas, cidades, países diferentes. Pensava em momentos e em certas pessoas que tentava matar na minha lembrança, mas andava tão desiludido com seres humanos que minha maior preocupação naquela hora era se eu havia colocado ou não a ração para o gato.

Quando dei por mim, o assunto da roda já era outro: EU! 

Que maravilha, agora eu estava no centro de uma discussão especulativa sobre minha vida. De repente, todo o meu comportamento, minhas atitudes e rotinas estavam baseadas em teorias complexas e intricadas fazendo uma ligação cósmica entre o presente e o futuro com reflexões apocalípticas sobre fatos passados, como da vez que dei banho frio em filhotes de gatos e eles morreram afogados. Talvez essa culpa me persiga e por isso não tenha conhecido a verdadeira felicidade. 

Eu nem lembrava que tinha feito isso!

“Sério mesmo, gente? Eu fiz isso?”

“Você é muito fechado,” alguém começou a cachoeira de adjetivos e seguiu sem parar:  “é dissimulado, irritado, amargurado, inseguro, fraco, covarde, indeciso, bêbado.”

Daí, outra voz arriscou discordar:

“Você é muito entregue, verdadeiro, de bem com a vida, alegre, seguro, forte, corajoso, decidido, mas ainda assim bêbado.”

Nada daquilo fazia muito sentido, pois falavam da minha vida e nem parecia. Era legal ver aquelas pessoas que convivem comigo há tanto tempo não saberem absolutamente nada sobre mim. Quer dizer, conhecem apenas uma ou outra faceta que eu deixo aparecer de vez em quando: às vezes para esclarecer, às vezes para confundir. Me tornei mestre nisso de confundir os outros, gosto de estar cercado desse ar de mistério, deixa as pessoas loucas.

“O problema é que isso te atrai gente desnecessária,” alguém concluiu.

“Gente podre”, completou outro.

“Tipo vocês?”, perguntei, ironicamente.

(Risos)

(Eu estava falando sério)

Ao menos, você deve me entender. Imagine um livro de mistério, você começa a ler e vai descobrindo a história, os detalhes, as tramas, motivações, etc. e, dessa forma, você vai se envolvendo mais e mais a cada novo capítulo. No final, quando tudo foi revelado, a verdade escancarada e o mistério reduzido a nada, o que acontece?

“Garçom, próximo livro, por favor!”,  alguém brincou.

É sempre assim, as pessoas se aproximam de você, querem te conhecer e te descobrir. Fingem se interessar, vão te conquistando e, quando finalmente saciam a curiosidade, inflam o próprio ego por terem chegado onde ninguém mais havia chegado, se cansam e vão embora. Abandonam o livro lá.

“Sou um desses livros”.

“Você é meu livro de mistério favorito, baby", uma voz sensual sussurrou ao meu ouvido.

Quote de Reflexão Conto Cara do Espelho

Acho que por isso tenho sido muito pouco lido, tenho evitado sair da minha estante, afinal nem todo leitor está preparado para uma leitura mais densa e envolvente. Até melhor para evitar que se manche, que se amasse ou que se rasgue. Não sou um conto qualquer, não sou um romance e nem mesmo poesia. Sou um amontoado de palavras semioticamente articuladas para criar, inventar, transformar e enganar o mundo.

“Você vai colocar isso no seu blog, né?”, propôs algum ser humano.

“A vida não é um filme, você perde tempo demais criando esses mundos todos...”, parei de ouvir na primeira frase.

Me admira ver discussões alheias sobre minha vida, elas são tão ricas de detalhes e verdades dogmáticas me fazem sentir um gênio no meio de tantas mentes quadradas e fechadas. 

“E esse sorriso?! Fica andando por ai de cabeça erguida e sorrindo pra vida.... Isso irrita, sabia?”

Não... não diminuo ninguém, mas não me rebaixo. Deixo que falem, isso é divertido. O importante é que a verdadeira versão da história esteja protegida, escondida. Só para causar aquele clima noir e intrigar as pessoas com meu sorriso de lado enquanto ando por ai, com meu olhar esnobe e minha taça, brindando debochadamente. O mistério precisa ser mantido.

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25 de jun de 2018




De tempos em tempos, eu tiro uma tarde ou uma noite livre para reorganizar minhas coisas. Dia desses, eu estava limpando meu quarto quando me deparei com uma pasta cheia de papéis de quatro e cinco anos atrás. Aquelas eram lembranças dos tempos de colégio, com provas, trabalhos, cartas de amigos e os meus primeiros textos. Também tinha outras coisas como panfletos que recebo na rua, apostilas da faculdade, pautas do trabalho e rascunhos e anotações para textos. 

A grande maioria daquilo tudo era só lixo acumulando poeira, não me acrescentava mais em nada. No fim das contas, fiz uma pilha de itens desnecessários que acumulei. Mesmo que eu quisesse, eu nunca usaria a grande maioria daquilo que guardei. Elas só estavam lá ocupando espaço e acumulando sujeira. Tive que reconhecer para mim mesmo que eu tenho essa mania de guardar esse tipo de coisa: o passado.

Ora, de vez em quando, lembrar do que aconteceu é saudável, afinal tudo é aprendizado. No entanto, guardar o que passou no coração e dar-lhe tanto espaço é bobagem. O passado é o presente que já manuseamos, já foi nosso e agora não é mais. Por isso, deve ficar onde está, pois se apegar ao passado é uma armadilha que nos impede de seguir em frente.

Sentado diante daquele monte de lixo, comecei a pensar sobre como eu acumulo as coisas, não apenas objetos, mas também todo tipo de lembranças, emoções e sentimentos. Coisas que eu não consigo deixar para trás e carrego, sem perceber, nas costas até ficar exausto e decidir fazer outra faxina. 

Eu tenho certa dificuldade em externalizar meus sentimentos, os bons e os ruins, e isso me faz mal. A escrita é uma via de escape e me ajuda a descarregar os excessos que causam tensão, mas ela não é o bastante e continuo acumulando coisas que não me fazem bem. Por isso, eu estou me policiando para não guardar papéis desnecessários nem prender sentimentos. 


Quotes de reflexão do Cara do Espelho


Já percebi que é complicado para quem não tem esse hábito, mas é libertador. O sentimento bom, quando externalizado, faz um bem sem tamanho e o ruim, descarrega toda tensão. Dessa forma, tenho praticado o exercício de guardar o que preciso e me livrar do que não acrescenta e faz mal. 


Fiz um vídeo falando sobre isso, que tal dar uma conferida? 




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5 de jun de 2018



Lembra das fábulas que nos contavam na infância? Elas são narrativas curtas, geralmente com animais como personagens e de teor educativo. Sua principal característica é apresentar uma “moral da história” que nos faz refletir e nos ensina lições.

Tenho estudado sobre espiritualidade e crescimento pessoal e, lendo textos de ambas as áreas, percebi que, de certa forma, a vida se parece com as fábulas. As coisas acontecem e, no fim, há uma lição a ser aprendida. Mas será que conseguimos perceber essas lições?

Esse é o ponto. Tudo o que acontece em nossas vidas tem um porquê, mesmo quando são coisas ruins. No entanto, nem sempre pensamos em todos esses“porquês”para extrair aprendizado deles. 

Eu só comecei a pensar nisso há menos de dois anos quando várias coisas aconteceram comigo e pareciam se repetir de tempos em tempos. Eu não conseguia entender porque tanta “maldade da vida” comigo. Até que, primeiro, tomei baque quando aprendi que muito do meu sofrimento era resultado das expectativas que criava em relação às pessoas, aos projetos e situações. Foi quando escrevi o texto “A ilusão cria a dor”. 

Mais recentemente, durante mais um momento de turbulência na vida profissional e acadêmica, tive que me condicionar a pensar de forma positiva e não me permitir ficar mal e me entregar. Extrair o lado bom do caos.


Vivendo e aprendendo...


Viver é sinônimo de aprender. E se aprende estudando, ouvindo, observando, praticando, criando, errando, sofrendo... enfim, aprende-se VIVENDO. Ou seja, quando vivemos coisas boas, podemos extrair algo disso e, da mesma forma, quando enfrentamos dificuldades, também podemos aprender com elas.

Quote Reflexão Cara do Espelho Moral da História

Costumo ouvir amigos pedindo conselhos nos momentos difíceis e sempre digo a mesma coisa: pelo menos você pode aprender algo isso. Lembro daquela frase que diz que nada é em vão e que, se não for uma benção, é uma lição. E esse é o segredo, é assumir para si a responsabilidade da própria felicidade e procurar entender o que aconteceu, sem jogar a culpa no outro, no emprego, no horóscopo, na vida, etc. 

Você acha que aprende com as lições que a vida te dá? Você tem reconhecido seus acertos e pontos fortes? E suas falhas e fraquezas? Você consegue reconhecer o que é ou não sua culpa? 

Não existe uma fórmula, não existe um padrão. A vida é um mestre que aplica as lições e cabe a nós, os alunos, compreendê-las e aprender algo novo. 

Aprendamos!

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Autor

autorEstudante de jornalismo, escritor preguiçoso, poeta fracassado, ligeiramente otimista, irritantemente risonho e comicamente irritado.
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