Inscreva-se!

25 de abril de 2017

Perdoe-me, leitor | Carta | Cara do Espelho



Não me orgulho de escrever essas coisas tristes e pesadas, mas o que posso fazer? Preciso colocá-las para fora de alguma forma. Então, tento explicar o que não se pode explicar, descrever o que não posso ver nem tocar, somente sentir. Não me orgulho de imprimir minha dor nessas palavras. Me envergonho por sentir o que sinto e por essa patética incapacidade de não conseguir me livrar de outra maneira. Julgo e condeno a mim mesmo em silêncio. Não... eu não me orgulho por manchar de sangue mais estas inocentes páginas em branco. Por levantar muros das lamentações, por espernear entre um parágrafo e outro. Mas sem isso, o que me resta?
A escrita não me é mais escapismo, é remédio, é droga que me anestesia das dores que não sei onde me doem, mas doem. Perdoe-me, leitor, pelo vício, mas sem isso, eu morro.

Diogo Souza, 25 de abril de 17

2 comentários:

  1. É como eu te disse, escrever é um dom que nos foi dado, mas infelizmente, nem sempre utilizaremos dessa dádiva para narrações felizes. Escrever também é a nossa válvula de escape e, sem ela, não sei o que seria de nós.
    Por isso, meu amigo, escreva! Escreva sobre amores, mas também sobre dores. Principalmente dores.
    Antes páginas em branco manchadas de sangue do que os nossos corações.
    Te amo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É verdade, amiga! A escrita é nossa parceira para todas as horas, mas quando se trata desses momentos de baixa, realmente nos oferece uma ajuda muito grande. Desaguar é bom, senão transborda e afoga.
      Obrigado pelo comentário, maravilhosa!

      Excluir

Poesias no Espelho

Postagem em destaque

A grandiosidade de se sentir pequeno | Crônica | Cara do Espelho

Vou me pendurar no lustre, no lustre Vou viver como se não houvesse amanhã (Sia – Chandelier) Você já olhou para o céu numa...