1 de novembro de 2016

Um novo amor | Crônica | Cara do Espelho



"De repente se meu coração é o oceano,
navegado por um novo amor inesperado"
(Flávio Venturini)

O coração é um pescador navegando mares em busca de amor, o seu alimento. O amor que o faz seguir em frente, superando limites ao cruzar mares desconhecidos. Guiado pelas estrelas, desenhando nas constelações no céu enquanto a Lua movimenta a maré em seu peito.
Entre um sonho e suspiro, segue adentrando mares por vezes calmos, por vezes revoltos, rasos ou profundos, todos sempre perigosos até que encontrar um porto seguro. O coração é um desbravador poético, sempre seguindo sua bússola em busca da terra firme jamais encontrada. Enfrentando tempestade após tempestade em busca da calmaria que norteia sua vida.
Mas os mares são sempre misteriosos, nunca se sabe onde estará a próxima armadilha. A mentira capturada em sua rede, causa-lhe a dor, danifica a embarcação e o naufrágio parece iminente. Mas o coração sabe que há sempre esperança, que o vento diminui e as águas se acalmam.
Continue a navegar, mesmo cansado! Pois há de chegar aquele dia em que, no horizonte, surgirá um novo amor que deslizará por suas águas em sua direção com doçura e liberdade. Ficando ao seu lado, disposto a navegar outros mil mares contigo, como jamais o fizeram antes.
Seu porto seguro, sua terra firme, seu alimento, sua calmaria.
E chegou.


Diogo Souza, 25 de agosto de 2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Poesias no Espelho

Postagem em destaque

A grandiosidade de se sentir pequeno | Crônica | Cara do Espelho

Vou me pendurar no lustre, no lustre Vou viver como se não houvesse amanhã (Sia – Chandelier) Você já olhou para o céu numa...