A ilusão cria a dor | Crônica | Cara do Espelho


Quando a gente não sabe o que fazer, o melhor é não fazer nada. Não dá para tomar decisões sob nuvens de pensamentos confusos e tempestuosos, é inútil e até perigoso. Em tais momentos, é necessário deixar as emoções se acalmarem até o equilíbrio ser restabelecido. Somente assim será possível refletir e agir de forma sensata, sem trazer prejuízos ao próximo e a si mesmo.

Acontece que no calor das emoções não conseguimos coordenar nosso pensamento e nossas ações, nós ficamos cegos por nossos próprios ressentimentos, remoendo dores e coisas ruins. Leva um tempo para tudo se ordenar na mente e assimilarmos o que aconteceu. Mas, apesar de ser ruim, o sofrimento nunca é em vão, pois a partir dele é possível aprender lições e, desta forma, tornar-se uma pessoa melhor e mais forte.

Geralmente, nosso sofrimento vem das ilusões que criamos, do excesso de expectativas. Não podemos esquecer da nossa felicidade pessoal na tentativa de fazer alguém feliz. Nosso amor e nosso afeto não serão o suficiente para a felicidade do outro. Se tentarmos isso, ficaremos frustrados e tristes porque os outros têm suas próprias vontades e objetivos. Por isso, não podemos esquecer e abandonar a nós mesmos, cada um tem que cuidar de si. Estar bem consigo mesmo para se relacionar melhor e aprender com a vida.  

Diogo Souza,
22 de abril de 2016, às 22:09


Escrito após a leitura do livro “O repórter do outro mundo”, de Zíbia Gasparetto, ditado pelo espírito Silveira Machado.


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