29 de junho de 2014

De novo (de novo)


Eu não iria postar nada hoje, mas resolvi repostar este texto que publiquei aqui no blog no dia 11 de novembro de 2013 porque eu gosto dele e na época eu não divulguei como deveria.
Abaixo está o áudio da música que eu ouvia enquanto escrevia, Bad Day, de Daniel Powter (e sim, é a música de abertura do filme Alvin e os esquilos).
Leia, comenta e compartilha. :)

De novo

 

Você vai em frente, apenas em frente e sem nenhum destino definido. O seu olhar está vago, quando você liga o som e ouve uma canção tristonha. Não se sente bem, mas também não se sente mal. Quer apenas ser compreendido e ser deixado sozinho, prefere se poupar dos outros e de suas frases prontas.

Onde está aquele abraço inesperado que vale mais que qualquer clichê?

O tempo está fechado, você tem andado apressado e pensando somente num depois porque o agora vai mal e o hoje não está ajudando (de novo). Os seus planos poderiam mudar o mundo, mas você não entende porque não.

Você ouve aquela canção tristonha e não se sente bem, mas também não se sente mal. Quer apenas um tempo só seu para se recuperar e não quer que ninguém te veja para baixo.

Muitos te disseram não e você acabou esquecendo de dizer sim a si mesmo. O seu céu ainda está nublado, é um dia tão triste, eu sei. Talvez porque você acaba esquecendo de si mesmo em nome de inúmeras outras coisas. Você sonha para si e acaba realizando para outros.

Você até jurou a si mesmo, naquela noite de Lua cheia, que jamais iria guardar algo de ruim. Mas tudo tem voltado pra você, como num acumulado. Um peso que você não está aguentando segurar.

Agora você está aí de novo, tão calado. Eu até gostaria de ir aí e te oferecer meu ombro amigo, mas sei que você está num dia tão triste, ouvindo sua canção tristonha e que vai se recompor.

"Ah meu amigo, se eu dissesse tudo o que eu tenho visto... tudo que tenho sentido."

“É, e você nunca me diz.”

Do texto publicado em 10/11/13, às 22:56

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