Inscreva-se!

20 de outubro de 2013

Buracos (Parte 1)

De volta ao Cara do Espelho! 
A boa da vez é que volto com um novo projeto. A cada semana vou postar uma pequena série de textos, cada parte acompanhada de uma foto representativa. Para este projeto estou contando com a colaboração e participação da minha querida amiga/prima Jislane Souza que interpretará nossa misteriosa personagem. 
Espero que curtam, acompanhem, dêem palpites e espalhem por aí. E lembrem de curtir a página do Cara do Espelho no Facebook.


Buracos

Me lembro dos olhos dela, Doutor. Os olhos eram lindos, não muito grandes nem muito pequenos. Um olhar marcante. Sempre estava com os olhos muito bem desenhados e sua maquiagem dava ao olhar um mistério, uma profundidade onde facilmente poderia me perder. Ela tinha a pele branca, o rosto arredondado e grandes bochechas. Tinha belos lábios carnudos, não costumava usar batom, aliás, detestava. O máximo que usava era algum tipo de brilho que lhe dava um aspecto quase natural.

Os cabelos tinham um tom negro, eram longos, não muito volumosos, tinha um corte simples, mas ao mesmo despojado e fazia contraste com a pele branca. Tinha a estatura mediana e era bem magra, de gestos provocantes. Ela costumava se vestir moderna e confortavelmente, sempre com referências ao rock que tanto amava.

Do andar ao olhar ela tinha algo de encantador e detestável. De cabeça erguida, cintura fina, ela andava soberana. Maliciosa. Convidativa. Misteriosa. Parecia destemida. Livre como um pássaro, algum tipo de águia, talvez, ou uma bela coruja de hábitos noturnos, sempre à procura de mais uma presa.

Desculpa, doutor. Não consigo mais lembrar. Não me lembro o nome dela, mas é tudo o que restou na minha memoria. Desculpe-me, estou tentando, mas não consigo lembrar de mais nada. Minha cabeça dói.



Espero que tenham gostado!
 Semana que vem tem mais uma parte desta história.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Poesias no Espelho

Postagem em destaque

A grandiosidade de se sentir pequeno | Crônica | Cara do Espelho

Vou me pendurar no lustre, no lustre Vou viver como se não houvesse amanhã (Sia – Chandelier) Você já olhou para o céu numa...