25 de agosto de 2013

Vida de busão

Ontem foi um dia tipico, acordei cedo, fui trabalhar e ao sair fui para casa e de la viajei para Simão Dias para ver meus pais. Adianto que foi uma rotina de ônibus, nada elegante e/ou glamourosa. Indo para a Rodoviária Velha, em Aracaju, vi como andar de ônibus e uma grande aventura de muitos personagens. Com o busão relativamente vazio da para perceber as reações dos passageiros. Ainda na Avenida General Euclides Figueiredo, subiu um jovem rapaz homossexual, e uma senhorinha simpática ficou a fitá-lo por um bom tempo com uma cara no minimo perplexa, como que para ela aquele tipo de pessoa não fosse normal. A reação dela me chamou a atenção e fiquei tentando imaginar sua visão de mundo e suas origens.
Já na rodoviária, em meio aquela bagunça e multidão, que atiçam meu lado esquizofrênico, entrei no micro-ônibus que me levaria a Simão Dias. La dentro, aquele tipico som de celular tocando um pagodão porno e uma jovem mae resmungando com seu filho davam o tom da viagem de duas horas rumo a minha terrinha. E assim foi.
Alem de todo o estresse e desconforto de uma viagem intermunicipal num fim sábado, tive que aturar aquela mae brigando com seu filho. Ainda bem que tenho uma grande mae, que me ensinou o o que e respeito me respeitando. A tal moça do micro dizia para o filho coisas para o menino do tipo: "você só sabe me atrapalhar", "seu idiota" e coisas piores. Imagino este guri com seus 13 e 14 anos aplicando com sua mae tudo o que ela o ensinou.
A medida que os quilômetros passavam novas pessoas surgiam, para o bem o ou mal. Incrível como nessas viagens sempre tem que surgir uma criatura cambaleante com uma lata de cerveja na mao, ouvindo e cantando Pablo do arrocha. Que nossa senhora dos fones de ouvido nos de paciência nestas horas, e muita. Alem disso, ainda tem aquele pessoal que fica te encarando, ouvindo suas conversas e dando uma olhadinha básica na tela do seu celular.
E encerrado o show do busão, já em Simão Dias, sobem meus queridos conterrâneos que, ao que parece, gostam de se espremer os ônibus. E serio, pois o busão pode estar vazio do meio para o final, mas a galera fica se amontoando na frente. Talvez um dia eu ainda faça um artigo científico a respeito deste estranho comportamento e isto vire pauta do Globo Repórter, ou não. Mas enfim, sobrevivi em todos os sentidos.
Não conheço o preço da fama, mas lido com o da pobreza todos os dias e, vai por mim, não e nada bom.
Mas vale a pena, tudo para estar perto de minha querida familia!

P.S.: E, enquanto eu enfrentava esse drama, uma grande amiga e colega, Suellen Mayara, viajava para Detroit, nos EUA, em busca de seus sonhos. Desejo a ela toda a força do mundo para que possa alcançar seus objetivos e que possa crescer cada vez mais. Que esta fase seja muito bem aproveitada.
Parabéns e boa sorte!
Diogo Souza

2 comentários:

  1. "Que nossa senhora dos fones de ouvido nos de paciência nestas horas, e muita." Nossa, com certeza. Eu sempre me pergunto por que as pessoas acham que somos todos obrigados a ouvir o que elas gostam, porque olha...
    O pior de todas as aventuras de busão que eu já vivi foi um velho tarado falando que iria 'pegar' todas as meninas de Tobias Barreto porque ele tinha muito vigor pra isso, pois é.

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  2. Muito obrigado Diogo Souza, pode investir no blog porque tu escreve muito bem, sucesso.

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