Essa coisa de querer escrever

Eu sempre sonhei em ser poeta daqueles que fazem poemas com belas palavras e rimas, mas nunca tive uma boa relação com os versos. Não sei, eles me censuravam muito. Comecei fazendo poemas do tipo melosos, de rimas forçadas e, por vezes, desconexas. Eu até poderia escrever um aqui, mas não estou com meu arquivo pessoal por perto, aliás, mesmo que tivesse não os postaria.
Por outro lado, a prosa está para mim como o clichê para a novela. Nela eu mergulho fundo, voo alto e sigo em frente rumo ao que a imaginação desejar. Há vezes em que tropeço nas palavras e caio de cara na decepção de ver um texto afundar. Daí a inspiração some, surge a raiva e uma sensação de fracasso que me faz duvidar de minha capacidade. Geralmente não me ouço quanto a isto.
Mas hoje a prosa e a poesia conversam amigavelmente comigo e sinto até que seja algo mais: um romance. Um triângulo amoroso entre a palavra, a emoção e eu. Um tanto cafona, não? Mas quem se importa?! Isto é escrita, é liberdade. É puro amor.

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